Oportunidade para doutorado acadêmico em inovação – Microbiologia

Baktron UFF CNPq

A Baktron Microbiologia Ltda, laboratório privado prestador de serviços em análises microbiológicas e físico-químicas e desenvolvimento de projetos, abre processo seletivo para bolsista de doutorado em microbiologia. A bolsa a ser concedida pelo CNPq, de acordo com as regras do Programa DAI, tem como objetivo desenvolver a integração universidade-empresa em projetos de inovação.

Sobre o projeto:

O curso de doutorado será provido pelo PPBI – Programa de Pós-Graduação em Ciências e Biotecnologia da UFF e o desenvolvimento das atividades técnicas ocorrerá principalmente nos laboratórios da Baktron. O projeto é relacionado ao estudo de crescimento microbiológico sob condições estabelecidas.

O Programa DAI visa fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação, por meio do envolvimento de estudantes de doutorado em projetos de interesse do setor empresarial, mediante parceria. Dessa forma, o Programa DAI busca contribuir para o aumento da capacidade inovadora, da competitividade das empresas e do desenvolvimento científico e tecnológico no País, ao mesmo tempo em que pretende fortalecer os Sistemas Regionais de Inovação.

Requisitos:

  • Mestrado concluído ou em conclusão em microbiologia ou áreas correlatas. *
  • Interesse em desenvolver-se profissionalmente em microbiologia.
  • Inglês intermediário/avançado.
  • Boa comunicação.
  • Facilidade para apresentação de palestras, cursos e treinamentos.
  • Desejável experiência anterior em laboratório de microbiologia.

*em casos especiais poderão ser avaliados candidatos somente com graduação.

Interessados favor encaminhar CV para rh@baktron.com.br , com o título “BOLSA DAI” e se cadastrar em https://baktron.com.br/curriculums/add, respondendo o formulário de qualificação profissional com o cargo “bolsista de doutorado” e anexando seu CV.

15/02/2019

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Polo de Biotecnologia passa a ser administrado pelo Parque Tecnológico

Desde o dia 1º de fevereiro o Polo de Biotecnologia onde está inserida a Baktron, que vinha sendo gerenciado pela Fundação BioRio, passou a ser administrado pelo Parque Tecnológico da UFRJ.

O Parque Tecnológico é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a Universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade.(*)

Polo Biotecnologia (*)

O Parque Tecnológico foi inaugurado em 2003 englobando um terreno de 350 mil metros quadrados dentro da Cidade Universitária do Rio de Janeiro. Abriga atualmente 71 instituições, entre empresas multinacionais e de grande porte, pequenas e médias empresas, além de startups.(*) Incorpora agora os 116 mil metros quadrados e 34 empresas do Polo de Biotecnologia.

Esta nova realidade vem fomentar ainda mais a relação das empresas de biotecnologia com a UFRJ, seus projetos e laboratórios, aumentando a base de conhecimento e de serviços disponibilizados pelas empresas do Polo de Biotecnologia.

(*) Trechos e foto extraídos do sitio do Parque Tecnológico da UFRJ

http://www.parque.ufrj.br/o-que-e/

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Prointerbio – Impulsionando sua empresa!

O Prointerbio é um programa que ajuda a impulsionar sua empresa da área da bioeconomia, saúde humana, meio-ambiente, cosméticos, alimentos e atividades agrícolas.

O programa é gerido por uma equipe extremamente séria e comprometida, que realmente mergulha em seu negócio e haje em forte parceria para ajudar no crescimento e desenvolvimento da sua empresa. É ainda uma ótima oportunidade de networking e formação de parcerias com outras empresas do ramo.

Prointer

A Baktron participou da primeira turma do Prointer e recomenda fortemente aos seus clientes e parceiros que sejam da área da bioeconomia.

As inscrições estão abertas até 19/10/2018.

Segue o link para inscrições: http://prointerbio.com.br/

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Análise de ar ambiente – Aerodispersóides. PARTE II.

No post anterior abordamos a metodologia que deve ser utilizada para análise de aerodispersóides, conforme Re.9/2003 da ANVISA. Abordamos ainda, situações em que prestadores de serviço de análise de ar, por questões de custo, estão utilizando metodologias diferentes desta (laser ou infravermelho), não indicadas pela Re.9/2003.

analise de ar ambiente

Neste post falaremos sobre o tempo de coleta de aerodispersóides, ou seja, o período em que a bomba de sucção deve succionar o ar ambiente através da membrana de PVC, em cada ponto de coleta. Fazendo uma leitura rápida da NT0004 da Re.9/2003 observamos que o volume de ar coletado deve estar entre 50 litros e 400 litros. A bomba de sucção deve ter calibração RBC em dia e deve ter uma taxa de vazão fixa entre 1,0 e 3,0 L/min. É claro que, quanto maior o volume coletado, melhor será a qualidade do resultado apurado. É claro também que, quanto maior o volume, maior será o tempo de coleta em cada ponto e portanto, maior o tempo para execução do serviço e principalmente, maiores os custos envolvidos. Por este motivo alguns prestadores de serviço tendem a trabalhar com volume coletado mínimo, algumas vezes até inferiores ao exigido pela Re.9/2003. Neste caso não atendem à Resolução. Numa conta rápida, dividindo o volume mínimo exigido de 50L, pela vazão máxima de 3L/min, chegamos ao resultado de 16,67 min. Este então é o tempo mínimo de coleta de aerodispersóides para atendimento à Re.9/2003, desde que a bomba esteja ajustada para a vazão máxima de 3,0L/min. Se o prestador de serviço estiver coletando por um período inferior a este, não está atendendo à legislação.  Se estiver coletando em 17, 20 ou 30 min, pode até atender à Resolução, mas entregará um resultado de péssima qualidade, considerando a sensibilidade do método.

Entendemos que o volume mínimo a ser coletado para um resultado razoavelmente bom é de 150L. Por este motivo trabalhamos com coleta de 50min e bomba calibrada à 3,0L/min, totalizando os 150L indicados. Em alguns casos, quando solicitado pelo cliente, chegamos a trabalhar com coletas de 200min (3h20min) e 400L. É claro que se consegue um resultado de ainda melhor qualidade, mas o prazo para realização do serviço e os custos envolvidos são também bastante maiores.

Quando selecionar um prestados de serviço para análise de ar ambiente pela Re.9/2003, questione o método que utiliza para análise de aerodispersóides e não aceite outro método que não o método gravimétrico. Indague ainda sobre o volume de ar coletado em cada ponto e o tempo de coleta. Se o tempo for inferior à 17min, desconfie. Se for inferior a 50min tenha em mente que o resultado pode ser de baixa qualidade.

Clique aqui para baixar a Re.9/2003 ANVISAResolucao_RE_n_09 AR

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BK- TALKS – Disseminando conhecimento!

A Baktron acaba de lançar o BK-TALKS! São seminários internos de curta duração, que acontecem semanalmente, em que profissionais de uma determinada área se inscrevem para fazer uma apresentação sobre algum assunto referente à sua área de trabalho e que possa, de alguma forma, interessar aos demais. Qualquer colaborador da Baktron pode se inscrever para assistir, dentro do seu horário de trabalho. O tempo total do seminário não ultrapassa 30 minutos, entre apresentação e discussão.

BK TALKS

Estamos agora na terceira semana de BK-TALKS, com apresentações extremamente profissionais. Os temas abordados até agora foram os seguintes:

  • Água purificada
  • Aerodispersóides
  • Sólidos totais – Método gravimétrico

A experiência tem sido muito rica, com grande participação e envolvimento de todas as áreas. Todos tem se beneficiado bastante dos novos conhecimentos. Como as vagas são limitadas é preciso correr para se inscrever!

BK talk Foto

O próximo passo, quem sabe, poderá ser a realização de seminários abertos, onde poderão participar clientes, parceiros, comunidade universitária, comunidade do Polo BioRio e convidados. Aguardem!

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Análise de ar ambiente – Aerodispersóides. Não se deixe enganar! Tudo que você precisa saber!

Este é o primeiro de vários posts que iremos publicar sobre análise de ar ambiente pela Resolução No.9/2003 da ANVISA. Como se sabe a análise semestral de ar interior em ambientes climatizados, pela Re.9/2003 é uma exigência legal, que foi recentemente reforçada pela Lei Federal 13.589/2018, que trata da implantação do PMOC. A partir da promulgação desta lei, em janeiro último, a fiscalização se tornou bastante mais intensa e muitas empresas passaram a procurar o serviço de análise de ar ambiente.  É neste momento aparecem no mercado muitos “aventureiros” que atuam em áreas diversas, como manutenção, limpeza, conservação etc.. e que passam a oferecer ao mercado o serviço de análise de ar ambiente. Este é um serviço extremamente especializado, que exige profissionais qualificados e habilitados, equipamentos sofisticados, autorizações e certificações específicas.

Análise de ar

Ar condicionado

Bom, falemos agora dos aerodispersóides! Estes nada mais são do que a poeira presente no ar, que é aspirada pelo nosso sistema respiratório e que pode carregar consigo fungos e bactérias. A análise de aerodispersóides, pela Resolução No.9/2003 deve ser realizada conforme a norma técnica NT 0004, desta resolução, que estabelece a utilização do método gravimétrico. Por este método um volume determinado de ar é succionado através de uma membrana específica, por meio de bombas precisas e calibradas. Através da pesagem desta membrana em balança analítica é determinada a quantidade de “poeira” coletada e calculado o resultado de aerodispersóides em microgramas/m3. É claro que existem diversos detalhes técnicos que nos abstemos de descrever neste texto.

O que se observa, no entanto, é que existem diversas empresas no mercado, inclusive laboratórios ditos especializados, que dizem atender à Re.9/2003, mas que na prática utilizam metodologias para aerodispersóides não indicadas por esta resolução. O mais comum é utilizarem equipamentos de leitura direta, por laser ou por infravermelho. É claro que se obtém um resultado muito mais rápido e muito mais barato! Parece até que são mais eficientes que os concorrentes, mas na realidade não atendem à legislação e a empresa contratante fica sujeita a notificações e multas do órgão fiscalizador, tendo que, muitas vezes repetir o serviço. Não vamos aqui discutir a eficácia dos métodos a laser ou infravermelho, o que podemos abordar em outra publicação, mas o fato é que não atendem à legislação.

Bomba de amostragem

Bomba de amostragem

Portanto, quando for contratar uma empresa para análise de ar ambiente, esteja atento aos seguintes pontos:

  1. A empresa possui certificações e acreditações, como ISO 17025 e REBLAS-ANVISA?
  2. A empresa possui responsável técnico nas áreas de química e biologia ou farmácia, que irão se responsabilizar pelos resultados e assinar o relatório?
  3. A análise de aerodispersóides é realizada pelo método gravimétrico, conforme NT0004?
  4. Qual o volume de ar coletado para a análise pelo método gravimétrico? Falaremos sobre isto no próximo post!

Acho que é tudo por agora!

Anexamos aqui a Resolução No.9/2003 com a NT0004 em destaque (amarelo), para que você possa conferir tudo que abordamos. Clique no link e faça o download: Resolucao_RE_n_09 AR

Sucesso no trabalho e nos negócios!

Qualquer dúvida, estamos à disposição.

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DICAS SIMPLES PARA EVITAR UMA DTA !

Com o crescimento dos trabalhadores fazendo suas refeições fora de casa, devido às suas rotinas de trabalho mais longas e ao curto espaço de tempo para realizar uma alimentação adequada. Os trabalhadores vêm procurando se alimentar em diferentes tipos de estabelecimentos comerciais.

Algumas pessoas são mais seletivas do que outras quando o assunto é ALIMENTAÇÃO, mas todos nós devemos ser mais atentos ao que vamos consumir.

Em algum momento você já sentiu aquela dor de cabeça que não sabe de onde veio? Ou já sentiu aquela ânsia de vômito sem saber o porquê? Ou até mesmo já sentiu aquelas dores abdominais evoluindo para cólicas que te contorcem por inteiro? Ou sentiu aquela diarreia que não consegue impedir de ir ao banheiro e limite suas atividades?

Você pode ter sofrido de algum sintoma de DTA (Doença Transmitida por Alimentos)!

Mas como é que eu posso evitar uma DTA?

Se você é um fornecedor de alimentos (bares, lanchonetes, restaurantes, fábricas pequenas ou algum outro tipo de estabelecimento) fique atento às seguintes dicas:

  • Manter seu ambiente de trabalho sempre limpo e organizado;
  • Nunca utilizar produtos vencidos;
  • Ao receber mercadorias, sempre avaliar a integridade das embalagens. Não receber latas amassadas e/ou estufadas, embalagens rasgadas ou danificadas, com datas de validade adulteradas;
  • Tomar cuidados com a validade dos produtos depois de aberto. Cada um possui data de validade diferente, ou seja, após abrir qualquer alimento verificar na embalagem a quantidade de dias de vencimento após aberto;
  • Manter em dia os laudos de dedetização, análise de água e limpeza da caixa d’água;
  • Se vender alimentos quentes ou frios, verificar a temperatura das estufas ou carros de distribuição;
  • Possuir asseio pessoal sempre antes, durante e após a manipulação dos alimentos.

Lembre-se você que é atendente, caixa, repositor: VOCÊ TAMBÉM É UM MANIPULADOR DE ALIMENTOS!

Se você é consumidor fique atento às seguintes dicas:

  • Procurar locais que possuam Alvará da Vigilância Sanitária em vigor;
  • Sempre que possível e se o estabelecimento permitir, conhecer a cozinha do estabelecimento;
  • Verificar as condições estruturais do estabelecimento;
  • Se detectar alguma anormalidade no que está consumindo, comunicar imediatamente o responsável ou gerente do local;
  • Em dias muito quente, tomar cuidado com o que irá consumir na rua, por exemplo, caldo de cana, produtos à base de leite, à base de carne (principalmente as carnes mal passadas);
  • Se você estiver viajando para outro estado/cidade/país, tomar cuidado com a ‘diarreia de viajante’, ou seja, cuidado ao consumir o que você não está acostumado para não ter desconfortos e atrapalhar a sua viagem;
  • Sempre verificar as condições dos manipuladores que estão te servindo (unhas cortadas, touca nos cabelos, uso de máscara ou não, uniformes limpos).

Em caso de dúvidas procure um Nutricionista para te auxiliar.

A Baktron possui nutricionistas e uma excelente equipe para realizar as suas análises físico-químicas e microbiológicas da água e do seu alimento.

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Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) – Causa, Sintomas e Como Evitar!

Serviços em segurança alimentar, como análises microbiológicas de alimentos, superfícies e manipuladores, inspeções sanitárias e consultorias para cozinhas industriais tem sido cada vez mais solicitados, representando uma parcela significativa dos serviços atualmente prestados pela Baktron. Isto é muito bom, pois indica o quanto tem crescido a conscientização e profissionalização do setor de serviços de alimentação e fabricação de alimentos.

Segue texto de profissional de nutrição da Baktron abordando riscos e causas potenciais de DTA´s. Boa leitura!

 Cozinheiro 

Doenças de origem alimentar são todas as ocorrências clínicas decorrentes da ingestão de alimentos que podem estar contaminados com microrganismos (infecciosos ou toxigênicos), substancias químicas, ou que contenham em sua constituição estruturas naturalmente tóxicas. As doenças transmitidas por alimentos (DTA) constituem um dos problemas de saúde pública mais frequentes, tornando relevante a busca de estratégias de técnicas nutricionais e de gestão para redução desse tipo de patologia. São doenças causadas por agentes etiológicos, principalmente microrganismos, os quais penetram no organismo humano por meio da ingestão de água e alimentos contaminados.

Um surto de DTA é definido como um incidente em que duas ou mais pessoas apresentam uma enfermidade semelhante após a ingestão de um mesmo alimento ou água, e as análises epidemiológicas apontam os mesmos como a origem da enfermidade. Entretanto, um único caso de botulismo ou envenenamento químico pode ser suficiente para desencadear ações relativas a um surto devido à gravidade desses agentes.

Nos agentes em que predominam sintomas de vias digestivas superiores, como náuseas e vômitos e período de incubação entre 1 e 8 horas, temos o S.aureus e B.cereus. Nos agentes em que predominam sintomas de vias digestivas baixas, como dores abdominais e diarréia, com período de incubação entre7 e 12 horas temos o B.cereus (cepa diarréica) e os com período de incubação entre 12 e 72 horas, temos a E.coli patogênica, Salmonella spp, Shiguella spp e Campylobacter spp e os com período de incubação maior que 72 horas, temos E. histolytica, Giardia, E.coli O157:H7e outros parasitas.

No quadro abaixo, apresentamos alguns microrganismos e seus principais meios de contaminação:

AGENTE PERIODO DE INCUBAÇÃO PRINCIPAIS SINTOMAS ALIMENTOS ENVOLVIDOS FATORES PARA O SURTO CARACTERISTI CAS
Staphylococcu s aureus 1 às 8h Vômitos, náuseas, dores abdominais e diarréia Produtos cárneos, frango, produtos confeitado, doces e salgados, produtos muito manipulados Contaminação de alimentos por manipuladores equipamentos e utensílios manipulação de alimentos pronto sem tempo, temperatura insuficientes Morrem em 2 minutos a 70ºC e se reproduzem entre 7 e 48ºC.
Salmonella spp 6 às 72h Dores abdominais, diarréia, calafrios, febre, náuseas, vômitos, mal estar, dores musculares e cefaléia Carne bovina e de ave, produtos a base de ovos crus (sem cocção) Matéria prima contaminada pela origem, contaminação cruzada de ingredientes crus de origem animal, manipulação de alimentos prontos em tempo/temperatu ra insuficientes. Morrem em 1 minuto a 66ºC e se reproduzem em 6 a 46ºC.
Clostridium perfringens 8 á 22h Dores abdominais intensas, diarréia e gases Carne cozida ou assada, caldos e sopas Descongelament o por temperatura inadequada, resfriamento lento e reaquecimento insuficiente. Morrem em 20 minutos a 100ºC,no interior do alimento em ebulição,sobrevi vem até 9 horas. Reproduzem entre 15 a 50ºC
Bacilus Cereus (tipo emetico) 30’ a 5h Náuseas, vômitos, ocasionalmente diarréias e dores abdominais Arroz cozido, alimentos ricos em amido, molhos, pudins e sopa Manipular alimentos prontos em tempo/ temperatura inadequados Morrem e 5 minutos a 100ºC e se reproduzem entre 5 a 50ºC.
Bacilus Cereus (tipo diarretico) 8 a 16h Diarréia aquosa, dores abdominais, náuseas, vômitos raramente. Carnes, leites, vegetais cozidos e cereais. Manipular alimentos prontos em tempo/ temperatura inadequados e reaquecimento insuficiente.
Escherichia coli (patogenica) 5 a 48h Dores abdominais, diarréias, Vômitos, náuseas, cefaléia e mialgia Verduras e legumes mal cozidos, salada de maionese, lasanha, farofa e água contaminada. Contaminação por manipuladores, refrigeração insuficiente, cocção inadequada, limpeza e desinfecção deficiente de equipamentos. A E.Colli é o indicador de fezes. Reproduzem em temperatura ambiente de 6 a 44ºC.
Escherichia coli (entero hemorrágica) 1 a 10 dias Diarréia aquosa, seguida de diarréia sanguinolenta dor abdominal intensa, sangue na urina, síndrome hemolíticouremica Hambúrguer, leite cru, embutidos, iorgute, alface e água Hambúrgueres feitos de animais, infectados, consumo de carne e leite crus, cozimento inadequado.

QUADRO 01: Principais agentes e fatores envolvidos

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, os principais locais de ocorrência de surtos são as residências (45,4%), os restaurantes (19,8%), as instituições de ensino (10,6%), os refeitórios (7,5%), as festas (5,7%), as unidades de saúde (1,7%), os ambulantes (0,5%), dentre outros (8,7%).

A Resolução – RDC nº 216, 15 de setembro de 2004 tem como objetivo estabelecer procedimentos de Boas Práticas para serviços de alimentação, a fim de garantir as condições higiênico-sanitárias do alimento preparado.

Para detectar se um alimento está contaminado ou não, são realizados ensaios laboratoriais tanto físico-químico quanto microbiológico para a avaliação precisa da amostra. Sendo detectado que o alimento está contaminado, deve-se seguir protocolos relacionados à DTA’s.

Fatores que influenciam na contaminação:

  • Ingredientes crus contaminados;
  • Pessoas infectadas;
  • Práticas inadequadas de manipulação;
  • Limpeza e desinfecção deficiente dos equipamentos;
  • Alimentos sem procedência;
  • Alimentos elaborados contaminados;
  • Recipientes tóxicos;
  • Plantas tóxicas tomadas por comestíveis;
  • Aditivos acidentais;
  • Aditivos intencionais;
  • Saneamento deficiente;

Fatores que influem na proliferação dos agentes patógenos:

  • Preparação com excessiva antecipação;
  • Alimentos deixados à temperatura ambiente;
  • Alimentos esfriados em panelas grandes;
  • Inadequada conservação a quente;
  • Descongelamento inadequado;
  • Preparação de quantidades excessivas;

A prevenção se faz da seguinte forma: lavar as mãos regularmente; desinfetar todas as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos; escolher alimentos frescos com boa aparência, e antes do consumo os mesmos devem ser lavados; evitar comer alimentos crus, com exceção das frutas e verduras que podem ser descascadas, cujas cascas estejam íntegras; comprar alimentos seguros verificando prazo de validade, acondicionamento e suas condições físicas (aparência, consistência, odor); comprar carne inspecionada pelo serviço de inspeção federal; não comprar alimentos sem etiqueta que identifique o produtor; os pescados e mariscos de certas espécies, e em alguns países em particular, podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas, apesar de uma boa cocção; consumir leite pasteurizado e esterilizado (UHT); evitar o consumo de alimentos crus, mal cozidos (saladas, carnes, dentre outros); evitar comidas vendidas por ambulantes, pois não se sabe se houve higiene na preparação destes produtos e nem se estão sendo armazenados adequadamente; manter os alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais. Estas são apenas algumas dicas que o Ministério da Saúde orienta para se evitar uma DTA.

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Exposição ocupacional ao benzeno

O benzeno é um hidrocarboneto aromático, volátil, incolor e altamente inflamável. Tem um odor avaliado como agradável por muitas pessoas. O benzeno é produzido principalmente pela destilação do petróleo ou em processos siderúrgicos, como produto secundário do coque. É muito utilizado em indústrias químicas, como na produção de plásticos, tintas, vernizes, solventes, borrachas, entre outras. Está também presente na indústria petrolífera em geral, pois é constituinte de vários derivados de petróleo. Até mesmo no setor sucroalcooleiro o benzeno é utilizado na produção do álcool anidro.

A intoxicação humana por benzeno acontece principalmente pela via respiratória, com retenção de aproximadamente 50% pelos pulmões.  Na intoxicação aguda a maior parte é retida pelo sistema nervoso central, ocasionando tonturas, mal estar, desmaios e coma. Já a exposição continuada ao benzeno pode ser extremamente maléfica à saúde humana, com efeito sobre o sistema sanguíneo, rins, fígado e principalmente sobre o sistema nervoso central, até mesmo com ação carcinogênica.

Por este motivo é fundamental a avaliação da exposição ao benzeno dos trabalhadores destas indústrias. A portaria No. 1109/2016, em seu anexo II aborda  especificamente a exposição ocupacional ao benzeno em postos revendedores de combustíveis, em sua norma regulamentadora de No. 09.

Coleta para análise de benzeno

Coleta para análise de benzeno

A Instrução Normativa No. 1/1995 dispões sobre a “Avaliação das Concentrações de Benzeno em Ambientes de Trabalho”, referente ao Anexo 13-A Benzeno, da Norma Regulamentadora nº 15- (NR-15) – Atividades e Operações Insalubres.

A Baktron realiza avaliações e estudos de concentrações de benzeno no ar e exposição dos trabalhadores ao benzeno, de acordo com a NR1/1995.

A seguir listamos todas as normas e legislações correlatas ao benzeno.

  • PORTARIA Nº 3, DE 10 DE MARÇO DE 1994 – Inclui o benzenono item “Substâncias Cancerígenas” no Anexo 13 da Norma Regulamentadora N.º 15 da Portaria n.º 3.214/78;
  • PORTARIA N.º 06, DE 06 DE JUNHO DE 1994 – Prorroga por 90(noventa) dias o prazo que se refere o art. 5º da Portaria SSST N.º 3,de 10 de março de 2004;
  • PORTARIA N.º 10, DE 8 DE SETEMBRO DE 1994– Cria o Grupo deTrabalho Tripartite;
  • GRUPO DE TRABALHO TRIPARTITE SOBRE BENZENO

ACORDO NACIONAL DO BENZENO

  • NOTA TÉCNICA COREG 07/2002 – Abrangência do campo de aplicação do acordo e legislação do Benzeno
  • NOTA TÉCNICA DSST N.º 30/2004 – Revisão do Capítulo V do Acordo Nacional do Benzeno – Da participação dos Trabalhadores
  • NR 15 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES – Anexo 13-A – Benzeno
  • PORTARIA SSST N.º 14, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1995 – Altera o item“Substâncias Cancerígenas” no Anexo 13 da Norma Regulamentadora N.º 15 da Portaria n.º 3.214/78;
  • PORTARIA N.º 203 DE 28 DE JANEIRO DE 2011 – Altera o Anexo13-A (Benzeno) da Norma Regulamentadora n.º 15 (Atividades e Operações Insalubres);
  • PORTARIA N.º 291 DE 08 DE DEZEMBRO DE 2011 – Altera o Anexo13-A (Benzeno) da Norma Regulamentadora n.º 15 (Atividades e Operações Insalubres) e a Portaria SIT N.º 207, de 11 de março de 2011.
  • NR 7 – PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL
  • NR 9 – PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

AMBIENTE DE TRABALHO E VIGILÂNCIA DA SAÚDE

  • INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 1 DE 20 DE DEZEMBRO DE 1995 – Avaliação das Concentrações de Benzeno em Ambientes de Trabalho;
  • INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 2 DE 20 DE DEZEMBRO DE 1995 – Vigilância da Saúde dos Trabalhadores na Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno;
  • PORTARIA N.° 34, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2001 – Determina os procedimentos para utilização de indicador biológico de exposição ocupacional ao benzeno;
  • PORTARIA Nº 776, DE 28 DE ABRIL DE 2004 – Dispõe sobre a regulamentação dos procedimentos relativos à vigilância da saúde dos trabalhadores expostos ao benzeno, e dá outras providências.

COMISSÃO NACIONAL PERMANENTE DO BENZENO – CNPBZ

  • PORTARIA N.º 01, DE 18 DE MARÇO DE 1996 – Instala a Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNP-Benzeno);
  • PORTARIA N.º 186, DE 28 DE MAIO DE 2010 – Estabelece o Regimento das Comissões Nacionais Tripartites Temáticas.
  • PORTARIA N.º 191 DE 19 DE NOVEMBRO DE 2010 – Trata da Comissão Nacional Permanente do Benzeno e define suas atribuições e composição.
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Agora é lei! Análise de ar e manutenção de ar condicionado.

Agora é lei! 

Foi publicada no diário oficial, neste dia 5 de janeiro de 2018, a lei Federal 13.589/2018, que obriga todas as edificações de uso público e coletivo, que possuem ar climatizado artificialmente a terem um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC).  Os padrões do ar ambiente devem ser aqueles estabelecidos pela Resolução No.9/2003 da ANVISA, que devem ser avaliados ao menos semestralmente, conforme esta resolução.

ar condicionado

A fiscalização será realizada pela Vigilância Sanitária e as multas pelo não cumprimento podem chegar a valores de até R$1,5 milhão. De acordo com a Resolução No 9/2003 da ANVISA qualquer ambiente de uso coletivo que conte com um sistema de condicionamento de ar com capacidade a partir de 5TR (tonelada de refrigeração) está condicionado à legislação. E isto não é muito! São cerca de 60.000 Btus, uns 4 a 5 aparelhos do tipo residencial. Ou seja, a lei claramente se aplica não só a grandes empreendimentos, como shoppings e grandes prédios comerciais, mas também academias, lojas, cinemas, hotéis, teatros, escritórios, restaurantes, barbearias e tantos outros.

O Bom Dia Brasil deste último dia 15 de janeiro publicou matéria sobre o assunto. Clique no link abaixo para assistir o vídeo da matéria.

MATÉRIA BOM DIA BRASIL

16 de janeiro de 2018

 

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